masofi's profileMASOFIPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
|
BRIGADAS ARMADAS em riachosQUEM SE LEMBRA DA EXISTÊNCIA DESTAS BRIGADAS “do tempo da outra senhora”? POIS BEM, VAMOS RECORDAR VISITA ESTA PÁGINA http://videos.sapo.pt/Kzghtgc7qenUblfAqWL9 VAIS SABER MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA CRISTÓVÃO COLOMBO -o navegador- “CRITÓVÃO COLOMBO” UMA PÁGINA DE HISTÓRIA SIMÃO MONIZ PALHA
Por: CARLOS SIRGADO SERRA ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA – RIACHOS 1977 Sobre a linhagem dos Palhas se têm debruçado os melhores genealogistas sem conseguirem obter grande concordância. Contudo, as crónicas de Resende e Góes permitem alguns esclarecimentos precisos sobre esta terrível família. De fonte segura sabemos ter Martin Fagundes, casado com Leonor Lourenço, gerado Beatriz Varella Moniz. Esta, após o seu casamento com Rui Palha, obteve o senhorio das terras entre o Tejo “e gollegana atte” termo de Torres Novas. E. ali estabeleceu a sua residência. O morgado João Palha de Almeida, primogénito de Beatriz Varella Moniz, teria casado com uma sua prima, Violante de Almeida e gerado Simão Moniz Palha, de cuja vida faremos um breve estudo. Sobre a sua infância nada se sabe. Possivelmente, teria nascido e sido criado no solar da família, situado algures entre a Golegã e Torres Novas (onde hoje se situa a Vila de RIACHOS). Depois, emigrou para Itália por desconhecidas razões. È bem possível ter sido um dos testamenteiros do cardeal de Cuza que, uns dizem ser Fernão Roriz e outros Simão Moniz. Mas, aqui se perde completamente o seu rasto. Todavia, como sabemos terem sido os Palhas os principais sicários e agentes da formidável organização de espionagem de D. João II, observemos o desenrolar dos acontecimentos. Quando, em 1480, o almirante Mem Palha apresou as 35 caravelas castelhanas de Covides, com ele se encontrou em Porto Santo um tal Colombo que, viria a afirmar mais tarde: "Como quer que me chamem não sou o primeiro almirante da minha família". E, esse desconhecido Colombo, ali casou com Filipa Moniz, filha de Perestrelo e sobrinha do almirante. Assim, um estrangeiro pobre e desconhecido, liga o seu destino a uma das mais ilustres famílias do reino. É difícil de acreditar. Por esse tempo, a mão férrea de D. João II, leva os navegadores a singrarem sempre junto da costa africana, pois esta é considerada a única possibilidade de atingir a índia. As cartas de marear estão completamente proibidas. Ninguém pode contar o que viu em longínquas terras sob pena de ser executado. Mas o rei sabe ser impossível atingir as riquezas do oriente navegando para oeste. Quem o informou? O desconhecido Colombo e os Corte Real. Em 1476, Colombo viajou até à última Til (possivelmente a Gronelândia) e teria observado a existência de terras sem qualquer interesse e a inexistência de indianos e árabes. Quando em 1493 “a seis dias de Março veio ter ao Restelo Cristóvão Colombo que vinha da descoberta das ilhas de Cipango e Antilhas por mandado de el-rei e da rainha de Castela... por se crer que o dito descobrimento era feito dentro dos mares e senhorios da Guiné foi dito que houvesse por bem de o matarem porque com sua morte o descobrimento não iria mais avante de Castela... mas el-rei não somente o defendeu, mas ainda lhe fez honra e mercê e com ela o despediu”. Tudo isto leva a crer que algo de subtil e engenhoso havia sido tramado pelo rei e seus agentes. A descoberta de mais terras pouco interessava o soberano. O próprio tratado de Tordesilhas o prova. Mas, as riquezas da índia, eram de molde a tentar o seu ambicioso carácter. Chega-se ao extremo de Colombo ter levado nesta sua primeira viagem um dos maiores pilotos portugueses: João Fernandes do Arco. Em 1494 morre um primo do descobridor das Antilhas e Cipango, Diogo Colombo, deixando a sua irmã Brigutaga Moniz. casada com Moliart, vinte mil maravedis em cada ano que viver para as suas necessidades". Ora, Moliart, é o pseudónimo hoje bem conhecido de Miguel de Vasconcelos, chefe da espionagem portuguesa em terras de Espanha, que usava o mister de polidor de joalharia para ocultar a sua actuação. E Brigulaga Moniz, tinha na realidade um irmão: Diogo Moniz Palha Quem se debruce sobre a vida de Colombo só encontra contradições. São tantas que seria impossível narralas neste breve espaço. Possivelmente, uma das mais flagrantes encontra-se no testamento do próprio almirante a manda décima dizia: ”...e que o dito frei Gaspar, e por quem tal cargo tivesse, para as necessidades da condessa de Benavila, minha tia, sobre cem ducados que tem recebido” Acontece que, nunca existiu tal condessa nas genealogias de qualquer reino europeu. Contudo, é bem conhecida a morgada de Benavila, a quem Simão Palha moveu uma demanda, quando ainda muito jovem, tendo-a espoliado de bens que mais tarde seria obrigado a pagar. Quando Pestana Júnior se debruçou sobre a vida de Colombo, tentou decifrar o que, normalmente, intriga quantos estudam a figura do almirante: a sua assinatura. Sabe-se que o papa Alexandre VI lhe chamava Cristophorus Cólon; os reis católicos apelidam-no de Cristóbal Colomo; na chancelaria de D. João II surge o nome de Cristóbal Colom. No entanto, ele assina:
.S. .S. A .S. X M Y X FERENS./ pó
A sigla é difícil de solucionar, não levando em linha de conta, a parte cimeira, vulgar na época. SSS (Sanctus, Sanctus, Sanctus) — a Santíssima Trindade; X (Christus), M (Maria), Y (Yosephus) — a Sagrada Família; A (o a graecorum) — origo originum. Mas, a parte inferior da sigla tem originado inúmeras controvérsias. Porém, se acaso mudarmos o _A_A_A_ po o que dará em latim Cristo ferens crucen e em português: o que levava a cruz de Cristo, ou seja, Simão o Cireneu. É bastante mais fácil averiguar a origem do termo Colombo. Da antiga para a actual grafia castelhana e portuguesa, no Colomo ou Colom ocorre uma metátese surgindo o Colmo, vulgarmente conhecido por palha. Eis, em linhas gerais, uma hipótese bem mais possível que muitas outras sobre a identidade de Cristóvão Colombo. Se a aceitar-mos, haverá inúmeras possibilidades do grande navegador ter nascido e sido criado junto desta terra de Riachos, (Torres Novas-RIBATEJO), cujo passado, nos mais diversos aspectos, esta nublado de lendas imprecisas e sem qualquer realidade histórica.
|
|
|